Fisioterapia Bucomaxilofacial – O papel do fisioterapeuta (PARTE II)

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Considerando que até 75% da população mundial, a articulação temporomandibular (ATM) e estruturas associadas estão envolvidas. 

A Fisioterapia Bucomaxilofacial vem ganhando mais espaço entre diversos profissionais como dentista, cirurgião bucomaxilofacial, cirurgião craniofacial, otorrinolaringologista, pediatra e até cirurgião plástico para garantir resultados cada vez mais positivos no tratamento de pacientes com dor.  

As indicações se estendem desde pacientes com DTM (disfunção temporo-mandibular), afecções faciais,  pós-operatórios de cirurgias de buco, cirurgias craniomaxilofaciais, disfunções neurológicas da face, cirurgias plásticas, oncológicas, ortognáticas, anomalias craniofaciais, cefaléias e cervicalgias.   

 

Acometimentos associados: 

A DTM está associada ao desequilíbrio de todo o corpo.  A disfunção da ATM cria desconforto local mas também pode levar à inibição ou hiperativação de músculos de outras estruturas próximas, gerando uma série de compensações posturais. 

Uma estrutura intimamente ligada a DTM é a coluna cervical, devido à sua proximidade e interação. Pesquisas apontam uma forte relação entre dores de cabeça e dores na coluna cervical com a DTM. 

 

Atuação do fisioterapeuta pré e pós-operatória:

A fisioterapia atua não apenas no controle da dor, mas mediando o processo inflamatório, recuperando a biomecânica da ATM e sua funcionalidade. 

A atuação ocorre desde o processo pré-operatório através de orientações e anamnese. Informações relevantes devem ser coletadas como o motivo e tipo de cirurgia, doenças prévias e repercussão sistêmica, avaliação de presença de anomalia craniofacial e/ou síndrome, e riscos para TVP.  Já na abordagem pós-operatória imediata, o foco é  a prevenção e atendimento precoce em alterações respiratórias, controle de edema e dor e, após a alta hospitalar, na modulação do edema acelerando sua regressão, retorno da mímica facial e função da ATM, e correção de desequilíbrios musculares e sincinesias.

Antes de qualquer tratamento é de suma importância a avaliação criteriosa de cada caso, traçando objetivos de acordo com as demandas do paciente visando o controle do quadro álgico e a funcionalidade tanto muscular quanto articular.

 

Áreas de atuação: 

O Fisioterapeuta pode atuar em hospitais, clínicas e pesquisas em Universidades. 

 

Como atuar na área:

Caso o fisioterapeuta planeje se dedicar a essa área de atuação é importante pesquisar muito sobre o assunto. Procure artigos científicos recentes, realize sempre cursos de curta duração e atualização na área. Caso deseje investir, há também pós-graduações na área de disfunção temporomandibular e dor orofacial, mas que atendem a um pequeno nicho dentro da área bucomaxilofacial. 

É válido se atentar à qualidade do curso em que se está investindo, procure sempre um profissional da área da saúde qualificado.

 

Renata Luri, Fisioterapeuta na Clínica La Posture e Doutora em Ciências da Saúde pela Unifesp 

Bruna Farias Barreto, Fisioterapeuta na Clínica La Posture e graduada pela Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP)  

Referências

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